Gestão de produto: Como tomar decisões baseadas em métricas

Aprenda, nessa videoaula, a definir metas assertivas e a mensurar corretamente resultados alcançados

Só é possível saber o que fazer, quando se tem claro aonde se quer chegar e quando. Foi a partir dessa premissa que Juliana Martins, Gerente de Produtos Sênior da Nubank preparou esta videoaula sobre métricas.

Juliana mergulha no tema, detalha a técnica SMART para definição de metas; destaca que o trabalho com métricas envolve ferramentas, processo e cultura e, ainda, elenca as características de uma meta mal elaborada. 

Levando tudo para a aplicação prática, Juliana apresenta indicadores do negócio (como aquisição, receita e retenção), que podem gerar metas e quais métricas podem ser associadas a cada um deles. 

 

ATIVIDADES

Parabéns! Agora que você conheceu um pouco sobre o universo de produtos, vamos colocar em prática o conceito de métricas para justificar o motivo de investimento para desenvolvimento de um novo produto. 

O cenário que será apresentado neste case é hipotético, mas faz parte de um modelo de abordagem muito utilizado pelas organizações durante entrevistas para atuação na área de produtos. Em linhas gerais, o modelo – chamado de Product Case Interview – pretende avaliar a pessoa candidata a vaga sobre seu senso de produtos e visão na construção de estratégias. Para estes modelos, a utilização de métricas vai além de um diferencial, é uma forma de estruturar a visão e elaborar um plano de ação SMART. 

Product case 

Uma revolucionária empresa do segmento de educação a distância está avaliando o mercado para incluir em seu portfólio de serviços o produto de financiamento estudantil. A empresa vinha ganhado posicionamento de mercado, atuando nos últimos 3 anos exclusivamente na formação de novos/as profissionais para o mercado de marketing digital. Porém, o crescente aumento de demanda por força profissional qualificada neste setor e redução drástica de investimentos e parcerias para suportar que a instituição forneça os cursos com gratuidade para a população, forçaram a organização a pensar em uma nova estratégia. O objetivo é permitir que a empresa foque na excelência de prestação de serviço, que a fez ser reconhecida nacionalmente como a principal escola de formação para marketing digital, e se mantenha alinhada com sua estratégia social de permitir que pessoas com baixa renda continuem tendo acesso ao seu portfólio de cursos e conteúdos, assim como continuem tendo acesso a novos espaços e oportunidades de carreira após conclusão dos cursos oferecidos pela instituição. 

Para ajudá-la a criar uma estratégia de “Financiamento Estudantil”, existem alguns dados sobre os segmentos atendidos pela instituição elaborado a partir do perfil das personas das últimas turmas que concluíram os cursos oferecidos pela empresa. 

Figura A – Análise de Personas 

(baseado na pesquisa realizada com 1500 pessoas que concluíram ao menos um dos cinco cursos oferecidos pela instituição nos últimos 6 meses) 

Figura B. Custos e investimentos:

Para este exercício, sinta-se à vontade para usar qualquer experiência ou conhecimento externo, mas lembre-se da estratégia da organização e que a oportunidade deve ser financeiramente sustentável.

Tendo tudo isso como base, vá até o canal #módulo2-atividade no Slack da Sprint e:

  1. Responda: como você acha que o produto de financiamento estudantil poderia se encaixar na estratégia geral de produtos desta organização e, especificamente, agregar valor ao modelo de negócio da empresa? 
  2. Defina duas métricas que poderiam ser utilizadas para validar o sucesso do novo produto
  3. Indique como você faria para medir as métricas sugeridas 

 

CRÉDITO:

Juliana Martins, Gerente de Produtos Sênior da Nubank.

Membra do Movimento Black Money (https://movimentoblackmoney.com.br) e integrante do conselho do Mulheres de Produto (mulheresdeproduto.slack.com), atua há mais de 8 anos em posições de liderança em times de tecnologia. Acredita que tecnologia deva ser um meio para facilitar as relações humanas e questiona a posição do mercado quanto a ausência de mulheres e pessoas negras como parte integrante das proposições de solução para evolução e construção de projetos, sejam eles de software ou não. Redes sociais: http://linkedin.com/in/julianamferreira

 

REVISÃO:

Luciana Fleury, jornalista

Formada em Jornalismo pela Cásper Líbero. Tem trabalhado com o desenvolvimento de projetos editoriais, produção de conteúdos e edições de textos. É mãe orgulhosa da Gabriela e coleciona globos de neve. Redes sociais: https://www.linkedin.com/in/luciana-fleury-1b024083/

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