Tecnologias do Mercado Financeiro - O case da B3 - PrograMaria

Os desafios de escalabilidade, capacidade, solidez e gestão de ser responsável por mais de R$4 trilhões foram a pauta deste evento

As Fintechs, startups de tecnologia que atuam no mercado financeiro, aumentaram o interesse das pessoas de tecnologia por essa área. Neste PrograMaria Encontros powered by B3, a bolsa de valores oficial do Brasil, queremos incentivar que mais mulheres explorem também esse universo — afinal, somos apenas 23% das pessoas investidoras no Brasil! Vamos juntas mergulhar nessa área e entender a tecnologia envolvida no grande símbolo do capitalismo financeiro: a bolsa de valores, onde são negociadas ações de empresas e outros ativos.

A B3 movimentou impressionantes R$26 bilhões por dia no primeiro semestre de 2020. Pode imaginar os desafios de escalabilidade, capacidade, solidez, entre outros aspectos, que tamanha responsabilidade trazem para a equipe de tecnologia?

Reunimos mulheres referência na B3 para contar alguns desses desafios relacionados a arquitetura, gestão de software, governança e agilidade, compartilhando aprendizados, boas práticas e a evolução dessa jornada!

Confira o evento na íntegra:

A tecnologia por trás da bolsa de valores

Nesta palestra (0:12:40), Ammy Yara Santos Ferreira (Analista de Arquitetura de TI na B3) e Cristiane Kely Da Silva Feliciano (Analista de Carreira B3) contaram mais sobre a B3, suas áreas de atuação, além de dar detalhes sobre como funcionam as tecnologias que suportam a bolsa de valores e a arquitetura dessa infraestrutura que envolve mais de 1000 sistemas.

A metodologia da B3 para desenvolver os sistemas responsáveis por mais de R$4 trilhões

Nesta palestra (0:42:42), Magali Ribeiro Francisco (Consultora de Governança de TI na B3) contou em detalhes como foi construir a metodologia que visa apoiar os times em busca de solidez, credibilidade e segurança dos seus sistemas em um ecossistema altamente regulado que apoia os mais de R$4 trilhões que somam as empresas listadas na bolsa de valores brasileira. Além de falar da construção da última versão dessa metodologia, também falou de aprendizados e boas práticas valiosos para qualquer time de tecnologia, além dos desafios de implementação dela na empresa.

Governança Lean-Ágil: Dilemas em uma Bolsa de Valores

A área de governança de TI tem diversos objetivos, como garantir o alinhamento com as reais necessidades de negócio, minimizar riscos, otimizar a aplicação de recursos, apoiar o crescimento acelerado e a escala. Ainda assim, é comum associar a área a processos rígidos de controle e burocratização, numa aparente contradição com a tendência do ágil, que prioriza adaptabilidade, pessoas sobre processos, software funcionando sobre documentação, entre outros princípios. 

Rafaela Lisbôa (Analista de Projetos na B3) contou sobre a jornada de transformação ágil que a B3 vem trilhando, contando os desafios de agilidade no mercado financeiro, em que há muita regulação de órgãos como Banco Central e CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Ela também falou sobre os princípios do ágil e refletir sobre como lidar com essas contradições, além de compartilhar quais ferramentas estão sendo testadas e o que está dando certo!

O Encontros encerrou com uma Rodada de Perguntas e Respostas com todas as palestrantes (1:23:54).

Interpretação de Libras: Greicy Santos https://www.instagram.com/greicysanto… e Gabrielle Martins https://www.instagram.com/_sinalibras/