Liderança e gestão em tempos de crise: como cuidar e engajar times de tecnologia à distância - PrograMaria

O segundo PrograMaria Encontros reuniu profissionais da Avanade para falar sobre liderança e gestão de times de tecnologia à distância em tempos de crise

Liderar e gerir pessoas é um dos maiores desafios organizacionais. Depois de muitos meses de pandemia e isolamento social, com muitas equipes trabalhando em home office (trabalho remoto), esse desafio se intensifica ainda mais. Como cuidar e engajar times de tecnologia à distância? Como garantir entrega de resultados preservando a saúde mental das pessoas que trabalham conosco?

A pesquisa The State of Burnout, da plataforma Blind, mostrou que o nível de estresse e ansiedade aumentou com a pandemia de Covid-19: 73% de pessoas profissionais em TI alegaram sofrer de exaustão (o famoso “burnout”). Dentre os motivos, estão o medo em relação à segurança no trabalho, carga de trabalho não gerenciada e falta de suporte gerencial.

O segundo PrograMaria Encontros powered by Avanade falou sobre esse contexto, além de boas práticas, recursos e ferramentas para que as mulheres que atuam na gestão de times na tecnologia possam navegar melhor por esse momento, além de refletir sobre autocuidado e produtividade durante uma das maiores crises deste século.

O evento também contou com uma fala inicial de Georgia Pessoa, Tech Recruiter na Avanade, sobre as oportunidades da consultoria.

Confira o evento na íntegra:

Pilares de uma liderança consciente e gestão de times

Um dos desafios das lideranças em momentos como o atual, de pandemia, é compreender os impactos da pandemia nas relações profissionais, pensando no bem-estar do time, na produtividade, nas práticas de gestão e comunicação, entre outros aspectos.

Nesta palestra, Raíza Moraes Sousa, Group Manager da Avanade, falou sobre os pilares de uma liderança consciente e de uma boa gestão de equipes de tecnologia, além de compartilhar aprendizados e práticas tomadas para se adaptar ao novo cenário e lições desse período.

Raíza começou falando sobre as diferenças entre gestão 1.0, gestão 2.0 e gestão 3.0.

E falou sobre seis pilares da liderança consciente:

  1. Energizar pessoas
  2. Empoderar times
  3. Alinhar restrições
  4. Desenvolver competências
  5. Alimentar estruturas
  6. Melhorar tudo

Sobre os dois primeiros pilares, Raíza mencionou duas técnicas implementadas no escritório físico. Uma técnica é a de “moving motivators”, ou itens de motivação pessoal, e ordenar usando cartões visuais, quais as prioridades das profissionais, auxiliando na gestão de engajar pessoas. Outra técnica é a de “kudos”, que permite o reconhecimento de uma pessoa e suas conquistas.

Passando para o ambiente remoto, a questão principal passou a ser como combater a exaustão a que muitas pessoas estão sofrendo com a atribulação excessiva de atividades. Raíza falou sobre a importância de ter espaços e momentos de descontração, como alguns jogos e dinâmicas que podem ser feitos antes das reuniões, e cafés virtuais nos momentos de pausa.

No caso de times novos, em formação, Raíza deu o exemplo do mapa pessoal, “Personal map”, que permite a apresentação de uma pessoa, suas características e gostos, de uma forma lúdica. Ela ainda sugeriu como estratégia para estimular as trocas entre as pessoas, que a apresentação do mapa pessoal seja feita por outra pessoa do time.

Fonte: https://miro.medium.com/max/798/1*7yUs6YXpFfE4tZcpLJuipg.jpeg 

Ela concluiu sua participação falando sobre a importância de celebrar conquistas para estimular o engajamento entre as pessoas.

Produtividade na quarentena: autocuidado e saúde mental

Como fica nossa saúde emocional ao enfrentar uma crise como a da pandemia de Covid-19, com tantas perdas, insegurança econômica e política? Algumas pessoas viram sua produtividade aumentar com o trabalho de casa, outras, com o passar do tempo e o aumento da angústia, veem seu bem-estar e consequentemente sua produtividade despencar. Como encontrar espaços de autocuidado nesse contexto? Como lidar com a pressão por ser produtiva o tempo todo, respeitando seus limites e ao mesmo tempo ser responsável com sua carreira profissional?

Nessa palestra, Kamila Camilo, Community Manager da rede FAB LAB LIVRE SP, apresentou uma lista extensa de sintomas físicos, sentimentos e comportamentos que muitas pessoas sentiram nos últimos meses. Em tempos atípicos que estamos vivendo sob a pandemia de Covid-19, o mês de Setembro Amarelo destacou ainda mais a importância de observarmos e cuidarmos da saúde mental.

E como lidar com a montanha russa emocional? Kamila ressaltou a importância das redes de apoio, que vai além de familiares, amizades, relacionamentos e terapeutas. Ela também destacou as atividades prazerosas, que podem ser hobbies, esportes, novos aprendizados, além de práticas que cultivem o autocuidado, como a meditação, alimentação balanceada, respiração circular, etc.

Kamila concluiu falando da importância de cultivar três pilares: autocuidado, autoconfiança e autodesenvolvimento. E dando algumas dicas do que fazer para o autocuidado, como o reconhecimento das necessidades e limites, além de qualidades e conquistas, o exercício da autocompaixão, o cultivo de desejos e de qualidade de vida, a autopercepção.

Como endereçar os desafios de liderança e gestão na pandemia

Convidamos gerentes de times de tecnologia para debater seus principais desafios de liderança e gestão durante os últimos meses, abordando questões relacionadas ao fortalecimento do vínculo e comprometimento do time remoto, qual papel desempenham em relação ao bem-estar e qualidade de vida das pessoas que lideram, como enxergam os impactos desse contexto de sobrecarga nas mulheres, futuro do trabalho, entre outras.

Luana Cardoso (Gerente de Advisory & Change Management na Avanade), Simone Vicari (Group Manager na Avanade) e Virgínia da Rocha Mendonça (Consultora na Avanade) falaram um pouco sobre como foram e estão sendo suas trajetórias como liderança, das conquistas e dos desafios.

Dentre os desafios citados, elas conversaram sobre o que fazer quando há um problema entre a equipe. Luana começou falando da importância de entender o porquê do problema, e Virginia ressaltou o ponto de entender a pessoa que está envolvida no problema, como parte do porquê.

“ Lider não é [a pessoa] que dá a direção, mas ajuda a encontrá-la.” – Virgínia

Simone complementou dizendo que é importante investigar o contexto como um todo, para ver que mudanças são necessárias.

As participantes concluíram dando dicas para quem é ou quer ser uma liderança na tecnologia:

  • seja a melhor líder que puder ser;
  • aprimoramento constante: de estudo, e de experiência;
  • foque no autoconhecimento;
  • é um trabalho em construção;
  • cultive redes de apoio, para compartilhar conquistas e desafios.

 

Interpretação de Libras feita pela maravilhosa Mirian Caxilé.